No rádio, Kassab questiona a relação de Alckmin e Serra

Prefeito diz que tucano não acabou com as escolas de lata pois ‘não se entendia’ com o companheiro de partido

O candidato à Prefeitura de São Paulo e atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM), utilizou o horário eleitoral gratuito do rádio para falar sobre as suas realizações na área da educação e aproveitou para criticar as gestões de Marta Suplicy (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB). Kassab disse que acabou com as 54 escolas de lata deixadas por Marta e colocou em dúvida a relação de Alckmin com o atual governador José Serra. “O Geraldo também não ajudou a acabar com as escolas de lata. Mas o prefeito e o governador hoje se entendem, antes não se entendiam”, afirma o apresentador do programa. Em 2002, Alckmin foi eleito governador para o período de 2003-2006 e trabalhou em parceria com Serra na Prefeitura.

O candidato do DEM comparou ainda os índices de alfabetização da sua gestão com a da ex-prefeita Marta, ressaltando que agora 85% dos alunos terminam a segunda série sabendo ler e escrever, contra 65% da gestão anterior. Apesar de ter sido um projeto da Marta, Kassab afirmou que dará continuidade aos CEUs (Centro Educacional Unificado), construindo mais 25 unidades com menos recursos do que utilizou a ex-prefeita.

Já Marta Suplicy voltou a colar sua imagem na do presidente Lula. “Agora com a forte parceria do Lula vamos colocar em prática vários projetos”, diz a candidata. Em um jingle, a ex-prefeita reforça a parceria com o seu maior cabo eleitoral: “quatro mãos para fazer mais pela cidade”.

A candidata escolheu falar sobre a saúde e voltou a afirmar que durante sua gestão a Prefeitura tinha poucos recursos e que poderá fazer bem mais agora que tem dinheiro em caixa. As críticas à atual gestão também permaneceram no programas desta segunda-feira, com destaque para as filas nos hospitais e a longa espera por exames médicos.

Alckmin focou seu programa desta segunda na saúde e também criticou a atual gestão de Kassab. Usando como exemplo duas paulistanas que enfrentam dificuldades para conseguir atendimento, uma delas grávida, o candidato do PSDB prometeu integrar todos os serviços da área por meio do SIM – Saúde Integrada Municipal. Geraldo também valorizou sua experiência de médico como algo que o auxiliará no processo de melhora do atendimento na cidade.

Paulo Maluf seguiu a mesma linha e escolheu a saúde como tema do programa. O candidato do PP prometeu recriar o Plano de Atendimento à Saúde (PAS), marca de sua gestão quando prefeito da cidade, e oferecer tratamento odontológico gratuito à população.

Ciro Moura (PTC) falou sobre moradia e prometeu destinar mais recursos à Cohab e construir casas populares em parceria com a iniciativa privada. Sonia Francine (PPS) também falou sobre habitação e defendeu a criação de uma carta de crédito à população de baixa renda que mora em condições precárias. Renato Reichmann (PMN) afirmou que com o orçamento de R$ 25 bilhões da cidade de São Paulo poderá contratar 12 mil professores e 1.400 médicos. Ivan Valente (PSOL) afirmou que não aceitará dinheiro de bancos e empreiteiras. Já Edmilson Costa (PCB)ressaltou que não faz parte da política tradicional, já que é a primeira vez que disputa um cargo eletivo. Levy Fidelix (PRTB) insistiu na construção do Aerotrem e de anéis viários. E Anaí Caproni (PCO) atacou mais uma vez os “capitalistas”, que defendem os interesses dos bancos.

Horário eleitoral

A propaganda eleitoral termina dia 2 de outubro. No rádio é transmitida das 7 horas às 7h30 e das 12h às 12h30. Na TV é veiculada das 13h às 13h30 e das 20h30 às 21h. Kassab terá o maior tempo com 8 minutos e 44 segundos, seguido por Marta com 6 minutos e 40 segundos e Alckmin, 4 minutos e 27 segundos.

Já o candidato Paulo Maluf (PP) terá 2 minutos e 30 segundos de programa; Soninha Francine (PPS) terá 1 minuto e 46 segundos; Ciro Moura (PTC), 1 minuto e 3 segundos; Ivan Valente (PSOL), 1 minuto e 2 segundos; Levy Fidelix (PRTB), 54 segundos; Edmilson Costa (PCB), 54 segundos; Anaí Caproni (PCO), 54 segundos e 55 centésimos; e Renato Reichmann (PMN), 1 minuto e 1 segundo.

Anaí teve seu registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mas ela está recorrendo da decisão junto ao tribunal e terá tempo na TV e no rádio.

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STF rejeita pedido de juízes e libera candidatura de “ficha-suja”

Cabeça do Eleitor

STF rejeita pedido de juízes e libera candidatura de ‘ficha-suja’

Por 9 a 2, corte decide que, enquanto Lei de Inelegibilidades não for revista, TREs não podem barrar

Por 9 votos a 2, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram que os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) não podem barrar as candidaturas dos políticos de ficha suja. Prevalece, assim, o que está na Constituição e na atual Lei de Inelegibilidades: ninguém pode ser privado do direito político de se candidatar enquanto o processo a que responde não tiver sido julgado em última instância (transitado e julgado). Isso significa que os “fichas-sujas” listados pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) estão com a candidatura garantida para a eleição municipal de outubro, pois a sentença do STF tem efeito vinculante – os juízes de primeira instância estão impedidos de tomar decisão divergente.

Votaram contra barrar candidatos processados os ministros Celso de Mello (relator), Gilmar Mendes, Cezar Peluso, Marco Aurélio Mello, Ellen Gracie, Carlos Alberto Direito, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowsky e Eros Grau. Atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Ayres Britto foi o único favorável ao pedido dos TREs e ao recurso da AMB – que pretendia barrar os candidatos processados em primeira instância que tivessem sido denunciados pelo Ministério Público. O voto de Joaquim Barbosa foi diferenciado – para ele o político deve ter a candidatura vetada quando, após a primeira condenação, tiver sentença confirmada por um julgamento em segunda instância.

Em seu voto, a ministra Cármen Lúcia expressou constrangimento com a decisão, que abre caminho para eleição de políticos envolvidos em todo tipo de irregularidades. “Somos escravos da Constituição”, resumiu. A decisão do STF ocorre a dez dias do prazo final para a Justiça Eleitoral aceitar ou não as candidaturas para o pleito deste ano. Em junho, TSE já havia decidido que nenhum candidato poderia ser barrado antes de ser condenado definitivamente pela Justiça.

Celso de Mello leu um voto extremamente longo, com 91 laudas. Para embasar a sua opinião, citou decisões tomadas no passado pelo STF e por órgãos estrangeiros em que foi garantido o princípio conhecido como presunção de inocência, ou seja, que ninguém será considerado culpado até decisão definitiva da Justiça. “A repulsa à presunção da inocência mergulha suas raízes em uma visão incompatível com o regime democrático”, disse o ministro. Ele criticou legislações antigas do Brasil e de outros países segundo as quais cabia ao acusado provar sua inocência.

O relator disse que condenações ainda provisórias não podem impedir candidaturas. “São situações processuais ainda não definidas (a dos políticos que são processados, mas ainda não foram condenados definitivamente)”, ponderou. Ele acrescentou que o Judiciário não pode atuar como legislador para impor critérios de inelegibilidade. Segundo ele, seria uma transgressão à divisão de Poderes. “No Estado Democrático de Direito, os poderes do Estado e desta Suprema Corte são limitados em face dos direitos e garantias dos cidadãos”, argumentou.

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Alckmin e Marta polarizam discussão no final do debate; Kassab mirou líderes nas pesquisas

Cabeça do Eleitor

Alckmin e Marta polarizam discussão no final do debate; Kassab mirou líderes nas pesquisas

A 66 dias do primeiro turno das eleições municipais, o primeiro debate entre os principais candidatos à Prefeitura de São Paulo, na noite de ontem, mostrou uma troca de acusações entre os principais candidatos e culminou em polarização entre os líderes na disputa, Marta Suplicy (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB).

Terceiro lugar na disputa, de acordo com o Datafolha, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) também foi agressivo.

Contrariando expectativas de que não iria para o embate contra o tucano, Kassab trocou críticas com Alckmin na questão da iluminação pública, mas seu principal foco foi a petista, a quem desafiou para uma comparação entre os governos.

“Tenho certeza de que uma coisa você vai ganhar: a que criou mais taxas”, disse Kassab, se referindo à criação de taxas na gestão de Marta (2000-2004). Ele também atacou a petista na área da saúde.

“Candidato Kassab, o problema da saúde existe em todos os municípios. Foi um problema na minha gestão, é um problema sério na sua, é o maior problema que você enfrenta. Por todas as pesquisas, 70% de descontentamento com essa questão”, devolveu Marta (53% dos paulistanos reprovam a atuação da Prefeitura na saúde, segundo o Datafolha).

No final, Alckmin partiu para cima da petista, lembrando do aumento de taxas, e dizendo que a prefeitura foi entregue ao PSDB “em um estado lastimável”, com a “área de saúde sucateada” e “a cidade endividada”. Marta classificou as críticas de “mentiras” e “politicagem”.

O debate de ontem foi promovido pela TV “Band” e durou duas horas e quarenta minutos. Os momentos mais tensos ocorreram quando os candidatos fizeram perguntas uns aos outros.

Ao mesmo tempo em que lembravam realizações de suas gestões -os quatro primeiros colocados já governaram ou a prefeitura ou o Estado–, buscavam explorar áreas mal-avaliadas nas gestões alheias.

Marta buscou falar muito dos CEUs (Centro Educacional Unificado) e do bilhete único para mais de uma viagem no transporte público, implantados em sua gestão. Alckmin frisou a necessidade de melhorias na saúde e no transporte público, principalmente na ampliação do metrô, cujo maior investimento parte do governo do Estado, que ele comandou por seis anos. Kassab falou do projeto Cidade Limpa, implantado em sua gestão.

Franco-atiradores

Também em terceiro na disputa, o ex-prefeito Paulo Maluf (PP), ao lado do deputado federal Ivan Valente (PSOL), foram os franco-atiradores do debate.

Valente foi o responsável por uma das perguntas mais duras em relação a Alckmin: “Você declarou ao TRE um teto de campanha de R$ 25 milhões, é muito dinheiro, o povo estranha isso. Quem vai financiar a sua campanha?”, questionou Valente, que ainda lembrou que o PSDB foi contra investigação na Assembléia Legislativa sobre o acidente com a linha 4 do metrô.

“Relacionar financiamento público de campanha com acidente em obra é de uma maldade e de péssimo, muito mal gosto. Uma tragédia que abalou São Paulo, aliás eu já estava fora do governo há quase um ano. É uma questão de obra, que pode acontecer em todas as obras, e está sendo rigorosamente apurada”, respondeu Alckmin. Ele também criticou o PT.

Já Maluf atacou Alckmin na questão da educação, considerado um dos pontos fracos da gestão tucana no governo do Estado –”Não adianta dizer que tem o melhor time e entrar em campo e perder de 5 a 0″-, e os juros praticados pelo PT na economia– “O PT mãe dos banqueiros e pai dos atravessadores”.

Alckmin respondeu dizendo que São Paulo está acima da média nacional no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Valente lembrou que o partido de Maluf, PP, faz parte da base de apoio do governo federal.

Maluf foi questionado por jornalista da Band sobre os sete processos que responde, o que o incluiu na “lista suja” da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros). “A politização da Justiça é um atentado à democracia”, rebateu Maluf. Instado a comentar, Kassab –que também está na lista– se disse a favor da transparência.

Ele também foi questionado por jornalista da Band sobre o email, revelado pela Folha, em que tenta influir em pesquisa Datafolha. Ele negou, dizendo que buscava evitar tumulto em áreas da pesquisa. Compareceram ao debate os oito candidatos cujos partidos elegeram representantes para a Câmara dos Deputados em 2006 –Marta, Alckmin, Kassab, Maluf, Valente, Soninha Francine (PPS), Ciro Moura (PTC) e Renato Reichmann (PMN).

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Pesquisa aponta Marta com 34% e Alckmin tem 31% em SP.

Pesquisa aponta Marta com 34% e Alckmin tem 31% em SP

A ex-ministra Marta Suplicy (PT) lidera a pesquisa de intenção de voto para a Prefeitura de São Paulo divulgada nesta sábado pelo Ibope com 34% das respostas. O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) soma 31%. A pesquisa do Ibope foi encomendada pela “Rede Globo” e pelo jornal “O Estado de São Paulo”. O levantamento foi realizado entre as últimas terça (15) e quinta-feira (17) na capital paulista.

Segundo a pesquisa, o atual prefeito Gilberto Kassab (DEM) aparece em terceiro com 10%, o deputado Paulo Maluf (PP), com 9%, a vereadora Soninha (PPS), com 2%, e Ciro Moura (PTC), com 1%. Os demais candidatos não alcançaram 1% das respostas ou não foram mencionados.

Na simulação de segundo turno, Marta Suplicy vence Kassab, mas perde para Alckmin, segundo os dados do Ibope. O candidato tucano também venceria Kassab, de acordo com a pesquisa.

No primeiro cenário, entre Marta e Kassab, a petista teria 51% das intenções de voto e o atual prefeito, 35%. Brancos e nulos somariam 13% e 1% não opinou.

Na disputa simulada entre Alckmin e Marta, o tucano venceria 47% a 43%, de acordo com o Ibope. Nesse caso, brancos e nulos representariam 8% e 1% afirmou não saber ou não opinou.

No terceiro cenário, um segundo turno entre Alckmin e Kassab, o tucano teria 58% dos votos, contra 23% do atual prefeito, segundo o Ibope. Os votos em branco ou nulos somariam 17% e 2% dos entrevistados não opinaram ou disseram não saber em quem votar.

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Kassab recebe apoio informal de membros do PPS durante evento em SP

O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), recebeu nesta segunda-feira o apoio informal de membros do PPS durante campanha na zona norte de São Paulo. Ele pediu votos ao lado do subprefeito da Casa Verde, Marcos Gadelho, filiado ao PPS, e passou no diretório de um candidato a vereador da sigla para tirar fotos.

Kassab também defendeu o subprefeito da Mooca, Eduardo Odlak, responsável pelos fiscais da prefeitura acusados de receber propina para permitir o comércio ilegal da região.

O prefeito começou a campanha por volta das 11h no bairro da Casa Verde. Em uma rua pouco movimentada, ele tirou fotos e pediu votos a poucos eleitores no local. Quem não saiu do lado de Kassab foi Gadelho, apesar de seu partido ter lançado a candidatura de Soninha Francine.

Pela manhã, o subprefeito já havia estado com Kassab, no bairro da Cachoeirinha, vistoriando obras. Ele afirmou à Folha Online que não estava fazendo campanha. “Estou acompanhando o prefeito porque temos muitas realizações na região.”

Este não foi o único apoio informal do PPS. Durante o corpo-a-corpo, Kassab fez questão de parar no diretório do candidato a vereador da legenda Eduardo Mennucci. Ele foi ao encontro dos cabos eleitorais do candidato e tirou fotos abraçado a eles.

Kassab disse achar natural a simpatia do PPS à sua candidatura. “Somos aliados na cidade. O PPS continua no meu governo, mas decidiu ter candidato próprio. Espero que a candidata Soninha tenha boa sorte.”

Escândalo

Assim que terminou a caminhada, o prefeito falou do escândalo envolvendo fiscais da Mooca. Ele pediu que o caso fosse apurado e disse não esperar que seus adversários utilizem o caso para atacá-lo durante a campanha. “Esse é um caso de polícia e a prefeitura está colaborando.”

Kassab também saiu em defesa do subprefeito da Mooca. “Ele é um excelente subprefeito e tem o interesse total de que essa sindicância seja concluída o mais rápido possível.”

Expediente

Hoje, o expediente do prefeito começou às 6h30. Ele se reuniu em casa com seis subprefeitos da zona leste. Desde que começou a campanha, Kassab passou a despachar de seu apartamento na zona sul da cidade, sempre por voltas das 7h.

Ele disse que, ao adiantar o expediente, poderá se dedicar à campanha nas horas vagas.

Kassab instrui equipe a usar gestão para ganhar voto.

O prefeito e candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM) reuniu ontem sua equipe de campanha, subprefeitos e secretários da Prefeitura de São Paulo, a maioria tucanos. A orientação é que será preciso mostrar à população as “conquistas” da gestão e que a atuação deve ocorrer apenas fora do expediente, em encontros com a comunidade.

Segundo Clóvis Carvalho, secretário de Governo, não pode haver “excesso de cautela”, pois é preciso continuar os trabalhos da prefeitura e não se pode “inibir aquilo que achamos que temos e devemos fazer”.

Secretário das Subprefeituras, Andrea Matarazzo pediu cautela e disse que fora de expediente é possível “levar à sociedade nosso programa”.

No almoço, em um hotel na zona norte, o advogado Ricardo Penteado, assessor jurídico da campanha, se colocou à disposição para esclarecer dúvidas de conduta dos servidores.

Kassab disse que “nenhum companheiro de prefeitura terá qualquer imposição para participar de campanha”.

Já o coordenador do programa de governo, Guilherme Afif, orientou como “movimentar” a campanha até o início da propaganda na TV, em agosto. Segundo ele, o objetivo é ter “o direito de continuar fazendo direito”. Afif disse que, nos horários possíveis, subprefeitos e secretários devem convidar a população para debates.

“Cada subprefeito convidando a comunidade para o grande debate das linhas e diretrizes gerais do futuro governo e a oportunidade de falar daquilo que está sendo feito”, disse. “Cada secretário vai promover reunião no próprio comitê.”

O único aplaudido foi o tucano Walter Feldman, secretário de Esportes. “Nós do PSDB temos orgulho de fazer parte do seu governo”, disse a Kassab.

Hoje, 21 dos 31 subprefeitos são da cota do PSDB e 11 dos 22 secretários são tucanos. O candidato do partido é o ex-governador Geraldo Alckmin.

“Esse fato é irrelevante e inócuo. Estamos preocupados em dialogar com o eleitor. O adversário nesta eleição é o PT”, disse Alckmin ontem.

Kassab chamou o marqueteiro Luiz Gonzalez de “nosso comandante”. Responsável pela comunicação, Gonzalez pediu uma “muralha da China” entre prefeitura e campanha.

Já seu sócio Woile Guimarães cobrou a manutenção e até a melhora na qualidade dos serviços públicos da cidade.

Após o evento, Manuelito Pereira, secretário de Planejamento, disse não acreditar na saída de tucanos agora.

Foram ao almoço 28 dos 31 subprefeitos e 18 dos 21 secretários. O secretário Rodrigo Garcia (Desburocratização) estava viajando. Walter Aluisio (Finanças) e Carlos Calil (Cultura) enviaram os adjuntos.

Segundo a assessoria de Kassab, os subprefeitos Alexandre Modonezi (Vila Mariana) e Milton Persoli (Freguesia do Ó) estão de férias, e Geraldo Montovani (Santo Amaro), doente.

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A Cabeça do Eleitor

A Cabeça do Eleitor

Oi pessoal tudo bem??????

Li um livro bem legal, publicado pela Editora Record, feito principalmente para quem é candidato às eleições.

A Cabeça do Eleitor é um livro fundamental para quem quer concorrer à qualquer cargo na política e quer se sair vitorioso durante a disputa.

Esse livro foi escrito pelo sociólogo Alberto Almeida, e mostra como que o eleitor escolhe seus candidatos . A partir disso, ele ensina a montar e avaliar uma pesquisa de opinião, além de muitos outros temas que fazem de uma campanha, vitoriosa.

Coloquei a capa do livro logo abaixo, com o link para o site, onde você pode fazer o download do primeiro capítulo do livro, conhecer mais sobre o autor ou até sobre outros livros do autor.

www.acabecadoeleitor.com.br

Quem já leu o livro ou visitou o site, comenta aqui o que achou. É sempre importante a opinião de outras pessoas…

Espero que gostem!!!

Beijos, boa semana para vocês!!

Maluf é hostilizado durante corpo-a-corpo em SP e evita falar sobre prisão de Pitta

Candidato à Prefeitura de São Paulo, o deputado federal Paulo Maluf (PP) evita falar sobre a prisão do ex-prefeito Celso Pitta, alçado por ele à carreira política e preso na terça-feira durante a Operação Satiagraha da Polícia Federal, durante campanha no centro da capital paulista nesta quinta-feira. No corpo-a-corpo com eleitores, Maluf também foi hostilizado.

O deputado iniciou a caminhada às 10h10 na Rua José Paulino, no bairro do Bom Retiro, região de forte comércio popular. Pelos 250 metros que caminhou durante uma hora, visitou lojas, deixou-se fotografar, recebeu apoio de eleitores e foi hostilizado por populares.

Questionado sobre a prisão de Pitta, limitou-se a dizer em todas as respostas: “Eu desconheço esse assunto”.

Ricardo Tanganelli, 22 anos, passou pela comitiva de Maluf, com correligionários e seis seguranças particulares, e gritou “Maluf, ladrão!”. O deputado continuou cumprimentando eleitores e Tanganelli seguiu sem ser molestado pelos seguranças. “Não voto no Maluf de jeito nenhum”, disse.

“Ninguém vai ter 100% unanimidade. Ninguém. Agora, que tem alguém descontente, acho ótimo porque isso é a democracia. Não vou ficar triste com isso não. Se tem alguém descontente, ele não é culpado não. O culpado sou eu porque não consegui transmitir a ele que eu fui o melhor prefeito de São Paulo”, afirmou Maluf.

Já Oscarina Ribeiro, 72 anos, fez questão de posar ao lado de deputado. “Eu sempre votei nele”, disse. Ela afirmou que as insinuações ouvidas por Maluf no local “foram coisa de gente que tem inveja dele”.

A busca pelo assunto é imensa. Veja aqui as palavras mais buscadas quando procuramos por eleições.

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